segunda-feira, 14 de julho de 2014

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Apanhar a bicha!

Diz quem viu que a dona chorava copiosamente enquanto percorria as ruas lá da aldeia à procura da bicha. Ninguém viu nada e é vê-la, à dona, dizer alto e bom som que não se importa que quem a apanhou fique com ela, que só quer saber se ela está bem e se não se magoou quando saltou o muro. Toda a gente diz que não a apanhou e o mistério adensa-se: onde estará a bicha?

Dias depois o boato: há coisa ruim no pinhal. Ouvem-se barulhos estranhos e vêem-se trilhos no meio do mato. Um vizinho reformado senta-se numa sombra e espera pela coisa ruim mas descobre que é a bicha que anda lá à solta.

E agora anda tudo num alvoroço. Quem apanhar a bicha pode ficar com ela que a dona não se importa. E, vai da,í é ver toda a gente a tentar apanhá-la. Houve quem lhe trouxesse água e comida da boa e a bicha nada. Houve quem tentasse apanhá-la com uma corda, qual rodeo, mas a bicha foi mais rápida. Houve mesmo quem trouxesse um macho para ver se criava ali um ponto de encontro, mas a bicha não se apaixonou e não quis saber do macho para nada.

E eu pergunto: é assim tão difícil apanhar o raio de uma ovelha?! É que com esta brincadeira toda, estacionam a merda dos carros à "foge que te aleijas" perto do pinhal e eu quero um lugar para estacionar e não tenho!!!

terça-feira, 8 de julho de 2014

Essa arma branca poderosa chamada taparuere

Almejo o dia em que ganhe coragem e corra a chavalada do metro a taparuere. Às 8h da manhã tenho muito pouca paciência para aturar pitas histéricas e putos com a mania. Ao fim da tarde a paciência também não é muita diga-se... E na minha cabeça vejo-me, qual Xena a Princesa Guerreira, a rodopiar de lancheira em riste e a dar cabo de 6 ou 7 marmanjos mal educados em simultâneo...

sábado, 5 de julho de 2014

Rainha do gado

Este pode ser o último fim de semana pobre da minha vida.
Lembram-se disto? Pois que dona mãe tem audiência marcada para a próxima segunda-feira...
Já me estou a imaginar dona de uma fazenda com umas quantas cabeças de gado na Venezuela.. E cavalos! De burros estou eu farta...

domingo, 29 de junho de 2014

"Pitoless"

Há dias senti-me burra e enverganhada.
Burra porque não sei que nome se dá ao acto de andar sem cuecas e envergonhada porque ao dizer alto e bom som o termo "pitoless" em plena carruagem de comboio senti todos aqueles olhares reprovadores colados em mim. Cambada de púdicos é o que é.. Até parece que nunca ouviram falar em pitos...

Definitivamente tenho de aprender a falar mais baixo nos transportes públicos. A parte boa é que as gentes da linha de Cascais não me conhecem e devem ter percebido pelo sotaque que não era da zona, mas como não fiquei com a vaga de trabalho que me levou a estar ali, podem ficar descansadinhas que não me apanham no comboio outra vez...

E entretanto se alguém souber o nome correto.. Cheguem-se à frente sim?
Andar sem soutien é topless.. Sem cuecas é.... ? 

quinta-feira, 26 de junho de 2014

E tudo o "Bento" levou...

Para mim o Paulo Bento é um penedo com olhos. Ou numa só palavra, um cepo!
Reconheço-lhe tantas capacidades como a um caracol e o bicho ainda pode contribuir com baba à sociedade o que só abona a favor dele.
Mas no caso deste Mundial, e eu ainda não tinha opinado sobre este acontecimento, culpar apenas e só o penedo com olhos é um erro. Ele tem a responsabilidade da convocatória, é um facto. Não convocou os melhores e isso é ponto assente desde o início, mas toda a preparação deixou muito a desejar. Senão vejamos:

- Os jogos de preparação (vamos continuar a chamar-lhes assim que é bonito) nos Estados Unidos.
Desengane-se a comunidade portuguesa nos states. Não eles não quiseram receber o vosso apoio e carinho. Eles, a Federação entenda-se, quiseram encher os bolsos à vossa custa.

- A chegada tardia ao Brasil para adaptação da equipa.
Ir jogar um Mundial não é a mesma coisa que ir de férias a terras de Vera Cruz. E reclamar agora do horário dos jogos é a mesma coisa que passar atestados de burrice ou não sabiam já, e há muito, a que horas iam jogar? A menos que tenham ar condicionado incorporado naqueles penteados aerodinâmicos, fazia todo o sentido adaptarem-se às condições climatéricas sim senhora.

- Treinos abertos ao público.
Eu sei que as brasileiras têm tudo no sítio, pelo menos as das novelas nota-se. Mas deixá-las invadir os treinos é mesmo mais importante do que, sei lá.. treinar? É que os jogos ganham-se com trabalho, não com autógrafos. E já nem falo das outras equipas verem a nossa tática porque para isso era necessário que houvesse realmente alguma...

- Folgas.
Andamos a treinar tanto e a jogar tão bem que no dia a seguir aos jogos há folga. Faz sentido sim senhora...

Isto é responsabilidade da Federação e por mim bem que podem ficar todos no Brasil a vender água de coco ou a pedir no Cristo Rei.

Por isso hoje não acredito nem um bocadinho assim |___| numa vitória de Portugal. Vi o jogo do Gana com a Alemanha e tenho medo que o João Pereira saia do campo estrábico de tanto trocar os olhos a ver os ganenses correr.. E quem diz o João Pereira diz o resto...

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Quando o gostar não chega

Ele não sabia, mas escolheu um dos meus locais peferidos em toda a Invicta para me dar um beijo. O primeiro. Naquela altura, com um desenrolar de aconteciments negativos a acontecerem na minha vida,  resisti com todas as minhas forças à estranha e forte ligação que senti. Não queria confundir as coisas e uma coisa boa no meio de tantas más, facilmente ganharia proporções fantásticas... e já se sabe que o fantástico e eu não combinamos lá muito bem.

Mas as coisas foram acontecendo, a ligação estreitou-se e não sei precisar no tempo, mas a verdade é que me apaixonei. Não havia dúvidas, não estava a misturar nada.. Estava apaixonada e com medo! Não queria voltar a sofrer, mas já não podia resistir ao que sentia.

Tinha chegado o momento "daquela" conversa. Ambos concordamos que era uma conversa necessária porque as coisas não podiam continuar como estavam. Preparei-me para não ser correspondida, mas aconteceu precisamente o contrário. Iamos tentar uma relação à distância nos primeiros tempos, até eu conseguir arranjar trabalho a sul. Tranquei os meus medos e os meus fantasmas num cantinho da minha cabeça. Já não havia razões para dar ouvidos àquela vozinha chata que teimava em dizer-me para me preparar para o pior. Calei essa voz e permite-me sonhar, permite-me fazer planos para o futuro, por mim, por ele.. Por um nós que ambos acreditavamos ser possivel.

Duas semanas depois dessa conversa, um fim de semana juntos. Entusiasmada, preparei a viagem e contei os dias para rumar a sul. No dia da viagem o primeiro sinal que havia algo de errado: temos de falar novamente. Durante as três horas de viagem, tentei antecipar cenários, e se uma parte de mim sentia que iamos resolver oque quer que aquilo fosse, a outra sentia que ia correr mal. E correu. Há duas semanas atrás deixou-se levar pelo momento mas agora já não estava seguro da decisão; a distância iria ser sempre um entrave porque dificultava as coisas e a convivência diária era muito importante. Para baralhar mais esta equação, há uma outra pessoa com quem ele contacta diariamente e como tal seria tudo bem mais fácil.  Fiquei sem chão. Se tivesse ouvido a vozinha na minha cabeça provavelmente aguentaria o golpe. Não aguentei, fui abaixo e chorei tentando com lágrimas expurgar todos os meus males.

Foi a conversa mais dificil que tive. Eu sei o que quero. Quero isto, quero-o a ele, com todas as dificuldades que isso acarreta. Ele não sabe o que quer. Eu quero tentar a sério e se depois chegarmos à conclusao que não dá, pois que seja, mas depois de tentarmos. Ele tem medo de tentar a sério e magoar-me mais. Eu quero tudo ou nada, já não dá para voltarmos ao que éramos antes de assumirmos o que sentiamos. Acabou. Acabou com lágrimas de ambas as partes, acabou com a certeza de que gostamos muito um do outro.. Mas gostar não chega!

E eu sei que acabou mesmo.. Não vai pensar melhor e voltar atrás porque é mais fácil seguir o caminho mais fácil, é mais fácil estar com alguém que está ali perto do que investir em alguém que dá trabalho. E está aí o verão, o calor, as noitadas, os copos.. e eu vou estar longe! E gostar não chega...