domingo, 29 de junho de 2014

"Pitoless"

Há dias senti-me burra e enverganhada.
Burra porque não sei que nome se dá ao acto de andar sem cuecas e envergonhada porque ao dizer alto e bom som o termo "pitoless" em plena carruagem de comboio senti todos aqueles olhares reprovadores colados em mim. Cambada de púdicos é o que é.. Até parece que nunca ouviram falar em pitos...

Definitivamente tenho de aprender a falar mais baixo nos transportes públicos. A parte boa é que as gentes da linha de Cascais não me conhecem e devem ter percebido pelo sotaque que não era da zona, mas como não fiquei com a vaga de trabalho que me levou a estar ali, podem ficar descansadinhas que não me apanham no comboio outra vez...

E entretanto se alguém souber o nome correto.. Cheguem-se à frente sim?
Andar sem soutien é topless.. Sem cuecas é.... ? 

quinta-feira, 26 de junho de 2014

E tudo o "Bento" levou...

Para mim o Paulo Bento é um penedo com olhos. Ou numa só palavra, um cepo!
Reconheço-lhe tantas capacidades como a um caracol e o bicho ainda pode contribuir com baba à sociedade o que só abona a favor dele.
Mas no caso deste Mundial, e eu ainda não tinha opinado sobre este acontecimento, culpar apenas e só o penedo com olhos é um erro. Ele tem a responsabilidade da convocatória, é um facto. Não convocou os melhores e isso é ponto assente desde o início, mas toda a preparação deixou muito a desejar. Senão vejamos:

- Os jogos de preparação (vamos continuar a chamar-lhes assim que é bonito) nos Estados Unidos.
Desengane-se a comunidade portuguesa nos states. Não eles não quiseram receber o vosso apoio e carinho. Eles, a Federação entenda-se, quiseram encher os bolsos à vossa custa.

- A chegada tardia ao Brasil para adaptação da equipa.
Ir jogar um Mundial não é a mesma coisa que ir de férias a terras de Vera Cruz. E reclamar agora do horário dos jogos é a mesma coisa que passar atestados de burrice ou não sabiam já, e há muito, a que horas iam jogar? A menos que tenham ar condicionado incorporado naqueles penteados aerodinâmicos, fazia todo o sentido adaptarem-se às condições climatéricas sim senhora.

- Treinos abertos ao público.
Eu sei que as brasileiras têm tudo no sítio, pelo menos as das novelas nota-se. Mas deixá-las invadir os treinos é mesmo mais importante do que, sei lá.. treinar? É que os jogos ganham-se com trabalho, não com autógrafos. E já nem falo das outras equipas verem a nossa tática porque para isso era necessário que houvesse realmente alguma...

- Folgas.
Andamos a treinar tanto e a jogar tão bem que no dia a seguir aos jogos há folga. Faz sentido sim senhora...

Isto é responsabilidade da Federação e por mim bem que podem ficar todos no Brasil a vender água de coco ou a pedir no Cristo Rei.

Por isso hoje não acredito nem um bocadinho assim |___| numa vitória de Portugal. Vi o jogo do Gana com a Alemanha e tenho medo que o João Pereira saia do campo estrábico de tanto trocar os olhos a ver os ganenses correr.. E quem diz o João Pereira diz o resto...

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Quando o gostar não chega

Ele não sabia, mas escolheu um dos meus locais peferidos em toda a Invicta para me dar um beijo. O primeiro. Naquela altura, com um desenrolar de aconteciments negativos a acontecerem na minha vida,  resisti com todas as minhas forças à estranha e forte ligação que senti. Não queria confundir as coisas e uma coisa boa no meio de tantas más, facilmente ganharia proporções fantásticas... e já se sabe que o fantástico e eu não combinamos lá muito bem.

Mas as coisas foram acontecendo, a ligação estreitou-se e não sei precisar no tempo, mas a verdade é que me apaixonei. Não havia dúvidas, não estava a misturar nada.. Estava apaixonada e com medo! Não queria voltar a sofrer, mas já não podia resistir ao que sentia.

Tinha chegado o momento "daquela" conversa. Ambos concordamos que era uma conversa necessária porque as coisas não podiam continuar como estavam. Preparei-me para não ser correspondida, mas aconteceu precisamente o contrário. Iamos tentar uma relação à distância nos primeiros tempos, até eu conseguir arranjar trabalho a sul. Tranquei os meus medos e os meus fantasmas num cantinho da minha cabeça. Já não havia razões para dar ouvidos àquela vozinha chata que teimava em dizer-me para me preparar para o pior. Calei essa voz e permite-me sonhar, permite-me fazer planos para o futuro, por mim, por ele.. Por um nós que ambos acreditavamos ser possivel.

Duas semanas depois dessa conversa, um fim de semana juntos. Entusiasmada, preparei a viagem e contei os dias para rumar a sul. No dia da viagem o primeiro sinal que havia algo de errado: temos de falar novamente. Durante as três horas de viagem, tentei antecipar cenários, e se uma parte de mim sentia que iamos resolver oque quer que aquilo fosse, a outra sentia que ia correr mal. E correu. Há duas semanas atrás deixou-se levar pelo momento mas agora já não estava seguro da decisão; a distância iria ser sempre um entrave porque dificultava as coisas e a convivência diária era muito importante. Para baralhar mais esta equação, há uma outra pessoa com quem ele contacta diariamente e como tal seria tudo bem mais fácil.  Fiquei sem chão. Se tivesse ouvido a vozinha na minha cabeça provavelmente aguentaria o golpe. Não aguentei, fui abaixo e chorei tentando com lágrimas expurgar todos os meus males.

Foi a conversa mais dificil que tive. Eu sei o que quero. Quero isto, quero-o a ele, com todas as dificuldades que isso acarreta. Ele não sabe o que quer. Eu quero tentar a sério e se depois chegarmos à conclusao que não dá, pois que seja, mas depois de tentarmos. Ele tem medo de tentar a sério e magoar-me mais. Eu quero tudo ou nada, já não dá para voltarmos ao que éramos antes de assumirmos o que sentiamos. Acabou. Acabou com lágrimas de ambas as partes, acabou com a certeza de que gostamos muito um do outro.. Mas gostar não chega!

E eu sei que acabou mesmo.. Não vai pensar melhor e voltar atrás porque é mais fácil seguir o caminho mais fácil, é mais fácil estar com alguém que está ali perto do que investir em alguém que dá trabalho. E está aí o verão, o calor, as noitadas, os copos.. e eu vou estar longe! E gostar não chega...

domingo, 8 de junho de 2014

Uma aventura no Centro

Tinha acabado de chegar à estação de comboios do Entroncamento. Queria ir para Torres Novas e sabia que tinha de apanhar um autocarro mas não sabia onde era a paragem. Decidi perguntar a um senhor que trabalha na estação.. Aquele que segura aquela bandeirinha, uma profissão que deve ter um nome, mas que não sei qual é! Adiante.. Vou ter com o senhor e pergunto-lhe como apanho o autocarro para Torres Novas ao que sua excelência responde "Isto aqui são comboios, não são autocarros". Respirei fundo, contei mentalmente até 10 mas não consegui resistir e respondi um "A sério? Eh pá.. e eu a julgar que as linhas eram só decoração". Depois perguntei se me poda ajudar e ele respondeu secamente que não. Ok. A minha resposta pode não ter ajudado a que o senhor fosse o mais simpático dos seres.. Cedo até aí, mas ele foi uma abécula e merecia que o mandasse à merda com todas as letras.

Fui falar com os senhores das bilheteiras (de ambos os lados da linha) que lá me disseram que a paragem do autocarro era ali em frente, mas que horários e essas merdas importantes não sabiam. Estive 20 minutos a torrar ao sol (eram 13h) e torcer-me toda porque queria fazer um xixizinho até que lá veio um autocarro e o condutor disse-me que ainda tinha pela frente mais 30 minutos de espera pelo autocarro correcto. Como tinha de ir fazer xixi, fui ao café da estação de comboios. Depois de tomar o café e pagar, perguntei se podia ir à casa de banho. A sujeita diz que sim. Estou eu feita otária a testar o interruptor, a gaja a olhar para mim e nada de luz. Pergunto se não é aquele interruptor e ela diz que é mas que a luz fundiu. E dizer-me essa merda? É que eu ainda não brilho no escuro... Atravesso a linha a rezar para o café do outro lado ter uma gaja normal. E era, graças a deus. A casa de banho é que estava fechada com um cadeado enorme e demorei um bocado a abrir aquilo.

Voltei para a paragem de autocarro e esperei. Era a única coisa que podia fazer. Isso e torrar ao sol. Não quero pôr em causa os pastorinhos de Fátima, mas debaixo daquele calor abrasador, onde se vê desfocado na linha do horizonte, eles até podiam ver o São Pedro com as chaves das portas do céu que eu não ia estranhar...

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Sinceridade acima de tudo

Mãe do puto: Um bilhete para o hospital! Ele não paga, não tem 6 anos.
Motorista: Então pá.. Tás doente?
Puto: Tou.. e vou ao hospital olééééé!!
Motorista: Da garganta tás bem...
Puto: Pois tou.. Mas tenho diarreia e a mamã acha melhor ir lá!

Sinceridade.. Coisa mai'linda!!!!