quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Não tenho paciência para estas merdas!!


- Ontem fui almoçar à beira mar! Faltava a tua companhia paa ser uma hora de almoço muito bem passada.
- Eu diria que almoçar à beira mar é uma sorte!
- O mar faz-me lembrar os teus olhos..
- Estava bravo?


terça-feira, 26 de novembro de 2013

Uns com tanto...

É depois de ler coisas como esta que penso na maravilha que deve ser não ter preocupações com dinheiro. E enquanto uns andam aí  a comprar um lanço de escadas da Torre Eiffel, eu cá ando a contar tostões para pagar o seguro do carro, os dois pneus da frente e o resto das despesas normais! E isto tudo sem dia certo para receber... oh vida cruel!

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O tamanho importa?

Na hora de almoço falou-se de alturas entre casais. E afinal o tamanho importa ou não importa? Eis a questão...
Eu pessoalmente não acho muita piada a que ele seja mais baixo do que ela, mas mais baixo com a uma diferença considerável, como a Nicole Kidman que quase podia pôr o Tom Cruise debaixo do braço.. Já o contrário acho adorável, não me perguntem porquê!
Eu, que não sou nenhum poste de electricidade mas também não sou baixa, nunca tive nenhum namorado capaz de me meter debaixo do braço, mas já houve quem me surprrendesse e subisse para cima de três escadinhas para me dar um beijo... E eu achei muito fofo na altura lol

Um almoço de família muito normal.. ou não! (2)

Avó: Come que estás muito magrinha!
Eu: Quem te ouvir até parece que sou um saquinho de ossos..
Tia-Avó: Olha que os rapazes gostam de ter ao que agarrar..
Avó: E como é que tu sabes? Foste sempre magra!
Tia-Avó: Se eu me agarrassem... Agarrava-me eu a eles!

Na sobremesa, já depois do meu primito ter comido duas mousses de chocolate:
Prima: Já foram duas.. Chega!
Avó: Quando fores maior depois comes o que te apetecer.
Tia-Avó: E as vezes que te apetecer.. duas, três, quatro...
Avó: Agora nem uma e tu falas em quatro..
Tia-Avó: Deixa-me sonhar...

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

"Quem guardará os guardas?"

Fazer um directo em televisão é o equivalente a jogar na lotaria: ou se tem sorte e a coisa corre bem ou, pelo contrário, a coisa descamba e tem tudo para correr mal. Ontem, e na minha opinião, o directo da RTP da escadaria do Parlamento correu mal. A jornalista, que sinceramente não me lembro o nome, falou dos agentes das várias forças policiais como se fossem seres superiores aos comuns mortais, chegando mesmo a proferir a seguinte frase: "este não é um protesto de cidadãos comuns". Os agentes policiais têm todo o direito a manifestarem-se, aliás tal como todos nós os comuns mortais, mas se não se diferencia professores, desempregados, enfermeiros, médicos, reformados e todos os outros "grupos" que já se manifestaram em frente ao Parlamento, vamos diferenciar os policias porquê?
Já me disseram que um polícia é sempre um polícia mesmo não estando de serviço e, como tal, pode intervir em situações que considere necessário. Assim sendo, pergunto eu: não deveriam ter mantido a calma ontem na manifestação, dando assim o exemplo aos "outros" que se exaltam nas manifs? Quantas vezes não ouvimos o porta voz das forças de segurança fazer o balanço de uma qualquer manifestação e dizer que os manifestantes não podem desrespeitar as autoridades? Ontem os manifestantes invadiram a escadaria.. Isso não é desrespeitar os agentes que estavam ao serviço?

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

A adolescência e as suas pancadas!

Boysband!
Não todas em geral mas uma em particular: Backstreet Boys.
Sim, eu admito que comprava a Super Pop todas as semanas e a Bravo e todas as revistas em que estivesse publicada alguma coisa, se tivesse foto tanto melhor, sobre aqueles cinco rapazes. A pancada era tão forte que pensei mesmo em fugir de casa para ir ver o primeiro concerto deles em Lisboa. É óbvio que não lever a ideia avante.. Aos 15 anos não pensava em tudo na vida, mas sabia que sem dinheiro não ia longe e nunca tive mesada na minha vida. De maneira que a ideia seguinte foi participar em tudo o que era passatempo para ganhar bilhetes para o concerto e depois usar argumentos como "hey só têm de me pagar a viagem que já ganhei o bilhete" ou "o bilhete era mais caro do que a viagem e só peço que me paguem a viagem". Também esta ideia caiu por terra quando não ganhei passatempo nenhum. Agora, à distância, rio-me só de pensar na quantidade de lágrimas que derramei no dia do concerto porque, como é óbvio, os meus pais mandaram-me à merdinha com um cesto e eu fiquei chateadíssima com eles. "Quando ganhares o teu dinheiro, vais ver quem tu quiseres", disseram eles. Anos mais tarde, em 2008 (ou terá sido antes?), numa altura em que já nem sequer sabia quantos eram nem que músicas tinha o último álbum, fui a Lisboa de propósito para ver o concerto deles. E fiquei espantada pela quantidade de mulherio da minha idade que lá estava...

E agora quem nunca ouviu boysband/girlsband que me atire a primeira pedra!!!

Oh Magoo, you've done it again!

E quem é que hoje adormeceu no metro e saiu duas estações depois daquela em que era suposto sair? Quem foi? Eu, pois claro!
Longe vai o tempo em que adormecia desta maneira e deixava a minha estação passar. O corpo e a mente habituam-se e depois daquele período de adapatação, em que por exemplo era preciso o condutor do veículo me vir acordar ou os seguranças (também já aconteceu), estava tudo perfeitamente controlado: adormecia e acordava exactamente na estação anterior à minha. Hoje isso não aconteceu e lá segui viagem...

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A minha vida não seria a mesma sem os transportes públicos

"Oh Bé não há lugar, vá segura-te aqui" disse ele mesmo à minha frente e eu, concentrada na leitura até então, levantei a cabeça e lá estavam eles, um casal de idade com ele muito preocupado por não haver um único lugar vago naquele metro. Eu e o jovenzinho sentado ao meu lado levantámo-nos ao mesmo tempo para lhes dar o lugar e diz o senhor:
- "Um lugar para ela chega."
Eu digo para ele se sentar à beira dela e ele, com um ar muito indignado, responde:
- "Está a chamar-me de velho?"
- "Experiente!", respondo eu a sorrir e ele acompanha-me na garagalhada.
Ele pergunta a mim e ao jovenzinho de onde somos e conta que nos seus tempos rapaz passava grandes temporadas na praia a "galar as moças". Ela diz que quando o conheceu ele tinha muita treta, mas que ela rapidamente lhe baixou a crista. Falam de como era mais fácil ser jovem no tempo deles, de como tinham opções de escolha no que ao trabalho diz respeito e lamentam que agora os jovens tenham de "agarrar o que houver", mesmo que não seja aquilo que querem fazer ou que estudaram para ser.
Algumas estações à frente, o jovenzinho que ia sentado ao meu lado prepara-se para sair. "Obrigado pelo lugar e tenha um bom dia". E depois, dá a mão à mulher e diz:
- " Já não se fazem amores como o nosso. Então a menina não se despede do seu namorado?", pergunta-me ele.
- "Namorado? Mas eu nem sequer conheço o rapaz", respondo eu.
- "Mania que tu tens de arranjar casamentos homem", diz a esposa.
- "Na idade deles têm mais é de namorar querida.Não lhe achou piada menina? Amanhã senta-se outra vez ao pé dele", diz-me ele com um sorriso maroto.
- "Não olhei bem para ele, mas pareceia-me demasiado novo", digo eu.
- "Não olhe para mim menina, eu estou muito bem servido há muitos anos!", diz ele enquanto dá palmadinhas na mão da mulher.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Sou herdeira (ou posso ser vá) de uma grande fortuna!

Decorria o ano de 1955 quando Dona Avó, actualmente com 81 anos, se envolveu com o filho dos patrões. Trabalhava como criada na casa de uns ricaços lá da aldeia e engraçou-se por um dos filhos do patronato que mal soube que a tinha engravidado lhe fez promessas e mais promessas e só lhe pedia uma coisa em troca: não contava nada aos pais dele. Ela assim fez e perante a ameaça de ser despedida se não contasse quem era o pai da criança, não só foi ela a despedir-se como ainda teve de enfrentar a fúria da mãe que, com a vergonha, só não a  espancou porque as outras filhas se meterem ao barulho. Nos princípios de 1956 e minha mãe veio ao mundo e do pai, entretanto "fugido" para a Venezuela, nem sinal.

Actualmente, não há ninguém na aldeia que não saiba que ela é filha dele, mas ele não só não a reconheceu como diz que não é ele o pai. Aliás, é gajo para atravessar a rua se nos vir só para não passar perto de nós e ter de olhar para a nossa cara. A mim nunca fez diferença, já que cresci a chamar avô ao marido da minha avô (casaram já a minha mãe tinha perto de dez anos). A minha mãe foi falar com ele e disse-lhe que gostava de ter a certeza se é filha dele ou não ao que ele respondeu que não é. Quando ela disse que só podem ter a certeza se fizerem um teste de paternidade, ele disse que não faz teste nenhum. Ela agora quer ir para tribunal. E isto ainda vai dar uma grande novela venezuelana...

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Momento terapêutico do dia

Permitam-me um pequeno momento de descontração no meio de tanto caos. E porque há poucas coisas mais libertadoras do que um "Foda-se", mas que não estão ao meu alcance neste momento, permitam-me dizer alto e bom som:

AH FODA-SE!!!!!


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Instintos violentos

Uma das vantagens de apanhar o metro depois da hora de ponta é aquilo ir mais calmo. Sentada perto das portas (tenho uma paranóia e escolho sempre os lugares mais perto da porta, admito), ocupo o tempo da viagem a ler e dá sempre jeito não ter uma quantidade de adolescentes histéricos a tratarem-se por "manos" e a manderem-se para o caralho de cinco em cinco segundos ou bebés a chorarem desalmadamente enquanto as mães estão na conversa e fingem que não ouemos filhos. Estava um ambiente calmo e tranquilo e ia concentradíssima na leitura quando ouço aquela música irritante a aproximar-se. O jovem, com um boné pousado na cabeça, pousado e não enfiado porque são coisas diferentes, e os boxers quase todos a ver-se já que as calças lhe caiam pelo rabo mas "afunilavam-lhe" nas pernas, não tinha phones e portanto a música, um set qualquer de um dj qualquer, se ouvia perfeitamente. Aquilo desperta o lado violento que há em mim.. E conseguia arranjar variadíssimas formas de o matar, mas uma morte muito violenta, que o fizesse implorar por um golpe de misericórdia.. E estava eu a pensar qual a melhor forma de lhe partir a boca quando alguém grita "oh anormal baixa lá essa merda". E o jovem mudou de carruagem.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A falta que um gajo faz

Tenho uma amiga que diz que tem de arranjar namorado porque os perfumes bons estão a acabar. Já eu, eu quero lá saber dos perfumes.. Quero é que me dê banho e me seque o cabelo nos dias de Zumba. Aquilo cansa-me tanto que me arrasto completamente até ao banho e fico ali uma eternidade à espera que a força da minha mente seja poderosa o suficiente para fazer a esponja mexer-se sozinha. O mesmo se passa com todo o processo de secar o cabelo...



terça-feira, 12 de novembro de 2013

Macacos me mordam

Aquele momento em que me recosto no banco e aumento o volume da música. O sol bate-me na cara e eu fecho os olhos. Aquele momento perfeito em que esqueço tudo.. Sou só eu, o sol e a música! E fico tão perdida neste meu mundo que quando dou por mim estou a cantar alto o suficiente para incomodar a pessoa sentada ao meu lado. Tenho lá culpa que estes macacos não me saiam da cabeça...



segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Vamos falar de amor

Puxa de um cigarro e segura-o nos dedos. Passa largos minutos a brincar com ele, a sentir-lhe a textura por entre os dedos até que o acende e, demoradamente, fuma aquele cigarro com um olhar triste e melancólico. Diz que sentir o sabor do tabaco fá-la sentir o gosto do beijo dele e que essa é a única razão que a leva a fumar um cigarro de vez em quando. Não é viciada em tabaco, é viciada nele e é quando a saudade aperta que puxa de um cigarro e se deixa levar por aquele cheiro e por aquele sabor tão familiares...
Quando fala dele os olhos brilham e a cara ilumina-se! Conta histórias do passado, histórias com mais de quinze anos de um namoro que começou as escondidas mas que acabou em casamento. Diz que não conseguia imaginar a vida dela, e a dos filhos, sem ele e que por isso o perdoou depois de descobrir a traição. Não esconde o quanto lhe custou ultrapassar aquela altura difícil, mas acrescenta que o amor vence tudo e que foi isso que fizeram: venceram tudo, juntos. Mas até quando fala dos momentos menos bons tem um brilho diferente no olhar. Falar dele fá-la senti-lo mais perto, como se estivesse sentado à mesa do café connosco e essa presença, ainda que fugaz, fá-la sentir-se bem. Tudo o que ela queria era tê-lo ali ao lado dela, como estiveram tantas noites ali sentados naquela café em frente para o mar. Não chora, mas a tristeza sente-se na voz e no olhar. Diz que agora é tudo novo para ela, ele foi o primeiro e o único homem da vida dela e agora tem todo um novo mundo para descobrir, mas o plano não era esse;  o plano era ver os filhos crescidos e depois terem tempo um para o outro e para descobrir tudo o que fosse para descobrir, mas juntos. Desde Janeiro que um vazio enorme lhe cresce no peito, desde Janeiro que não ouve a voz dele nem sente o seu toque. Desde Janeiro que não sabe como tem aguentado a morte dele...



Nunca sei o que dizer quando a ouço falar dele, mas a intensidade do amor dela é tal que dou por mim a acreditar que ainda há amores que valem a pena. Ela tem 36 anos, tem muitos anos pela frente, mas nunca irá esquecer os anos que já passaram.




sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Das festas de faculdade

Ok, eu admito.. Eu fui a festas da faculdade! Lembro-me de uma em especial porque ainda hoje nos rimos à custa disso. Era caloira e fui com duas raparigas do 2º ano do meu curso, acho até que foram eles que organizaram aquilo. Estava à conversa com uma dessas raparigas, por acaso morávamos na mesma residência, e com outro rapaz que já nem me lembro o nome quando o B. se mete mesmo a minha frente e pergunta se não quero ir com ele para as escadas. Eu pergunto-lhe se sente bem, se quer ir apanhar ar e ele diz que não, que está óptimo mas que nas escadas podíamos estar à vontade. Eu, uma jovenzinha inocente na altura, pergunto à vontade para quê e ele, ali mesmo à frente deles, diz que assim podíamos dar uns beijos, fazendo-me corar de vergonha. Eu disse que não queria nada disso, que nunca iria acontecer porque não o via dessa forma, apenas como amigo e amigo a quem não dava beijos. "Amigos? Amigos já tenho muitos..." disse ele muito chateado e bazou.

Jovem! Tens mais de 18 anos e foste para a universidade? Então és um ganda maluco!

Gostava de saber o que passa por algumas mentes iluminadas para se porem a falar da vida de pessoas com quem trocam bom dia ou boa tarde e tirarem conclusões sobre o que fazem ou deixam de fazer só porque sim ou porque nos filmes é assim. Vai daí, quem vai para a faculdade e fica a morar numa residência universitária  é logo um ganda maluco, com uma vida social do caraças, em que bebedeiras e engates são o pão nosso de cada dia. Muito ao estilo American Pie ou Road trip ou algum filme deste género...
Pena é que eu tenha ido parar a uma residência feminina, com segurança à porta e tudo,  onde nem sequer o meu pai podia entrar no meu quarto porque era homem, e que os transportes à noite fossem demasiado escassos. E naquela altura não havia cá dinheiro para vir de táxi...
É.. pelos vistos a minha fase de living la vida loca passou e eu nem dei conta!! 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Afinal eu consigo fazer isto!

Nunca fui capaz de levar uma dieta a sério. Houve ali uma altura em que andei uns meses a cozidos e grelhados por causa de problemas de estômago, mas como passaram, rapidamente voltei aos prazeres das massas com natas, das batatas fritas e das francesinhas. Os chocolates, a minha perdição, são e serão sempre os meus melhores amigos mas a verdade é que exagerava na dose. Desde que meti na cabeça que tinha de levar uma vida mais saudável, obriguei-me a olhar para a dieta com outros olhos, assim como para o exercício físico, praticamente "esquecido" até então. E a ideia que eu tinha de dieta era muito errada: a fome, o desespero, o querer desistir não fazem parte do meu vocabulário. Aliás, e verdade seja dita, como mais agora do que antes, apenas como de forma mais saudável. E tenho um dia para cair em tentação. E caio.. Oh se caio! E nunca uma fatia de bolo de chocolate me soube tão bem..E o resultado? 12 quilos perdidos em menos de 6 meses!

É só a mim que estas coisas acontecem?

Lá estava eu, sentadinha à espera que me chamassem para a consulta, quando vejo uma velhota dirigir-se a mim. Com a sala de espera quase vazia, logo com muitos lugares vagos à disposição, o raio da velha sentou-se mesmo ao meu lado. Aliás, conseguia cheirá-la à distância por causa do cheiro a bolas de traça. Há coisas que não mudam e esta é uma delas. Como já sei que o passo seguinte seria meter conversa, peguei no telemóvel e ponho a enviar sms para ela ver que estava ocupada. Não adiantou. À pergunta "Para que médica vai?", respondi da forma mais seca possível. Começa a falar sozinha. Que não tem jeito nenhum ter de esperar tanto tempo (tinha acabado de se sentar), que tem muito que fazer em casa, que o tempo lhe ataca os ossos mas que o marido está pior do que ela.. E eu calada, a olhar e a mexer no telemóvel. Até que me puxa o braço e me obriga a olhar para ela. "Já a chamaram para ali?", perguntou, sendo que a "ali" era onde se fazia a inscrição. Eu digo que sim e ela pergunta se me chamaram. Explico que não "ali" não chamam, chega-se lá e faz-se a inscrição. Ela levanta-se e com uma cara muito séria diz "Então e não me sabia ter dito isso antes? Raios partam a gente nova que não serve para nada!"

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Mais uma história de (des)amor

Não tenho por hábito generalizar. Nós, as mulheres, não somos todas complicadíssimas em que só com livro de instruções a coisa lá vai e eles, os homens, também não todos uns mentirosos e traidores. Há de tudo, em cada género. Mas depois das histórias que me chegam aos ouvidos, admito que há dias em que me apetece chegar ao pé de certas e determinadas pessoas e bater-lhes!
Um homem que mente descaradamente para sacar gajas, enquanto a mulher está em casa com os filhos,e que se faz de vítima porque, ó meu Deus ó meu Deus, é tao infeliz com a vida que tem, devia ver os tomatinhos a secarem dia após dia até serem duas sementinhas...


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Quem aceita pedidos?

Recebi os parabéns pelos 30. Com um mês de antecipação, vieram acompanhados de um pedido de desculpas por não serem dados no dia dois e de um versinho parvo, mesmo ao meu estilo. A atitude está lá, agora falta acertar no dia. E já agora as prendas vá... Toda a gente diz que não é preciso e tal e coiso, mas no fundo toda a gente gosta de receber e eu não sou excepção!

Método das "Bolinhas"

Ainda sou do tempo em que na escola primária éramos punidos com reguadas nas mãos. Agora usa-se o método das "bolinhas", onde a cor define o comportamento da criança: verde quando se portam bem e vermelho quando se portam mal. A minha sobrinha cansou-se do verde e, como tal, aderiu ao vermelho. A minha irmã pediu-me para falar com ela, basicamente para a convencer a portar-se bem, mas ela não me pareceu muito receptiva. "E depois tia? Na semana passada foram todas verdes..", disse ela. Eu cá acho que ela gosta de variar para não enjoar...

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

De mim para mim

"Porque será que te escrevi?"... Aposto que fizeste a ti própria esta pergunta! E a explicação é muito simples: eu conheço-te e, como tal, sei que há dias em que não aguentas o mundo nos ombros e precisas de uma palavra amiga. E por isso, cá estou, a antecipar-me às evasivas que dás a toda a gente quando te perguntam se está tudo bem. Estranha pergunta essa não é? Perguntam se está tudo bem mas não esperam realmente que lhes respondas com a verdade e por isso tu respondes sempre que sim, que está tudo bem, quando na verdade te sentes a morrer por dentro. E depois pensas que ninguém se importa contigo, mas não é verdade. Tu habituaste as pessoas aos sorrisos, às patetices, à alegria constante e a nunca te lamentares por isso não esperam ver-te em baixo e quando vêem não sabem como reagir contigo.
"E como é que tu sabes isso tudo?", perguntas tu de novo. Sei, simplesmente sei. E também sei que essa falta de esperança não se manterá muito tempo. Já passaste por isso e depois de te sentires no fundo do poço, olhas à tua volta e percebes que o único caminho possível é para cima. E vais subindo, ao teu ritmo, com os olhos postos no topo até que voltas a sentir-te dona da tua vida. E o melhor conselho que te posso dar em dias como o de hoje, em que não vês que volta hás-de dar à tua vida, é mesmo olhar à tua volta.
Um dia, no futuro, dar-me-ás razão.