quarta-feira, 27 de março de 2013

Quem nunca saiu à rua com molas na roupa que atire a primeira pedra

Depois de ter ido às finanças (eram 8h40 e eu à porta e já com 13 pessoas à minha frente) e de ter passado no centro de saúde... Eis-me parada à espera que o sinal mudasse para atravessar a rua e apanhar o metro quando um senhor pára ao meu lado e com um ar muito atrapalhado pergunta:
- Dá lincença menina?
E estica o braço para as minhas costas.
Eu, sem perceber o que o homem me queria, olho para ele com um ar muito aparvalhado e digo:
 - Desculpe?
Ao que o homem, sem saber muito bem o que fazer, lá me toca nas costas e depois põe a mão à frente da minha cara e diz:
-  É que tinha esta molinha pendurada no capucho do seu casaco! - Diz ele enquanto na sua mão lá estava ela, a danada da mola. Eu, roxa de vergonha, não aguentei e parti-me a rir enquanto agradeci ao senhor.


terça-feira, 26 de março de 2013

Do anúncio do IKEA

A primeira coisa que ouvi hoje mal liguei o rádio foi o anúncio do IKEA.
E juro que percebi a gaja dizer "um caralhinho, dois caralhinhos" em vez de "um carneirinho, dois carneirinhos"...

segunda-feira, 25 de março de 2013

Copofonia

Conheço o S. há alguns anos e sempre que saio à noite com ele acabo por beber mais do que o normal (que são duas vodkas) porque entro naqueles joguinhos parvos do "mão direita é penálti" e lá vou bebendo. Se a um jovenzinho juntarmos o irmão ainda mais jovem, temos o caldo entornado, o que no caso eram mais copos entornados! Já não me lembrava de uma noite assim...
"Afinal que tens feito? Já não te vejo há seculos.." perguntou ele. E eu disse-lhe que ultimamente vou ao cinema e pouco mais, que com esta chuva não me apetece sair de casa e que nem devia ter dito que alinhava na copofonia porque tinha um trabalho extra para acabar no fim de semana.
"Isso de teres uma vidinha trabalho-casa e casa-trabalho tem de acabar", disse-me ele!
E tem mesmo! No domingo à tarde até trabalhei melhhor, mais leve.. Acho que consegui descontrair..e chocar as minhas amigas que a cada passo diziam "ai que tu amanhã vais trabalhar vais".

sexta-feira, 22 de março de 2013

Será que a idade pesa assim tanto?

Na opinião de dois jovens, aí na casa dos 16/17 anos, uma mulher depois dos 30 está velha e fora do prazo. Foi esta a expressão por eles utilizada ao falarem da Sharon Stone que veio ao Douro marcar presença na inauguração de um barco e encher os bolsos. "Já com 30 uma mulher tem de estar muito bem conservada para ser boa". E eu senti-me a escandalizar. Com os meus 16/17 anos o George Clooney não estava nada fora do prazo, muito pelo contrário. Se me aprecesse à frente eu não teria rigorosamente nada contra aquelas rugazinhas, até as podia contar uma a uma  com a língua que não iria ser nenhum sacrifício.
A verdade é que já não estou muito longe dos 30 e pelos vistos, estou quase fora do prazo.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Eu sonhar, até sonho...

Hoje tive um sonhei com um gajo que não sei quem é. Quer-se dizer, na verdade acho que não vi a cara ao sujeito ou pelo menos não me lembro.. Só sei que no momento em que a criatura me estava a dar um beijo daqueles bons e molhados, acordei.. com a minha cadela a lamber-me a cara!

quarta-feira, 20 de março de 2013

Ai mulher tu tás carregada!

O Nelo e a Idália é que sabem! (o que eu me ri com isto!!!)

Não tenho pachorra para cusquices

Comentei com a minha mãe que um fim de semana destes iria para fora. Ando cansada, desmotivada e nada como um fim de semana em terras estrangeiras para recarregar baterias. Expliquei que não marquei nada, mas que tenho um amigo no Luxemburgo que anda sempre atento a viagens e que por preços muito baixos (que é o que eu preciso) arranjo voos e ele dá-me estadia. É um amigo de longa data e fiz questão de frisar bem que é só  A-MI-GO porque a minha mãe quer ver-me casada o quanto antes e faz filmes com qualquer pessoas. Até com o filho do senhor do gás.
Ela foi comentar isso com a minha tia e juntas fzeram uma novela mexicana de tal ordem que até a minha prima que mora no Luxemburgo já sabe da história e quando me apanhou no FB ontem me perguntou quando lá ia. Incrivel.

Irritada com este controlo parvo, ontem quando a minha tia me perguntou se a minha prima tinha falado comigo eu disse que sim, mas que não adiantava ela convidar-me para ficar em casa dela porque já tinha aceite o convite do meu amigo. "Podes ir a casa dela almoçar ou assim", disse-me ela. "Olhe não sei se vai dar. Um fim de semana é pouco tempo e com sorte nem do quarto saímos porque estamos cheios de saudades um do outro. Eu sei que disse que somos só amigos, mas nunca disse que não dormia com ele".
Calou-se.


(é mesmo só amigo, tá?)

terça-feira, 19 de março de 2013

Dia do Pai

Diz quem sabe que a primeira coisa que o meu pai fez depois de me pegar ao colo foi tirar-me a roupa! Esperava que fosse um rapaz porque já havia uma menina em casa e quando viu aquele pequeno ser vestido de azul e ouviu senhora minha mãe dizer que era menina, não houve cá meias medidas e despiu-me! Yap, era uma menina! Essa menina é hoje adulta e herdou dele muito mais do que os olhos azuis: a teimosia, a tempestividade, a alegria, a música nas alturas, o dormir até tarde, a impulsividade são apenas algumas das muitas características dele que eu tenho bem pesentes em mim e que quase todos os dias a minha mãe compara!

O meu pai morreu em 2011. A minha mãe hoje queria que eu fosse ao cemitério, mesmo sabendo que eu detesto cemitérios. Disse-lhe que não precisava de nada para me lembrar dele, muito menos de ir ao cemitério olhar para a mármore. O Dia do Pai é todos os dias, porque ele está comigo todos os dias!

segunda-feira, 18 de março de 2013

Dentista

Não percebo porque raio é que os médicos marcam consultas de 20 em 20 minutos quando sabem que não é suficiente. Ou porque chegam atrasados e atrasam logo tudo ou porque determiada consulta demora mais e vai atrasando as outras, ou porque vão tomar cafézinho entre as consultas, que eu percebo que seja necessário diga-se, e a coisa lá se vai atrasando...
E enquanto esperámos descobrimos um novo mundo: o mundo das doenças! E tomamos conhecimento da sua existência através de depoimentos reais, de pessoas que fazem questão de contar a um perfeito desconhecido o motivo da sua consulta. Mesmo que nós não demonstremos o mínimo interesse, há sempre alguém na sala de espera interessadíssima em saber os porquês, os quandos e os cumos da questão. E toda a troca de informação é digna de um "Você na TV" com muitos convidados e intervenientes.

Num centro de saúde ou num hospital eu consigo abstrair-me disto, havendo situações em que até me rio sozinha das bacoradas que ouço, mas na sala de espera de um dentista a coisa mexe-me com o sistema nervoso. Estar à espera por si só já me deixa nervosa porque aquele barulhinho das brocas entranha-se nos ouvidos e parece que a sinto ali mesmo ao meu lado. Tenho de pôr a mão na cara várias vezes e confirmar que está tudo no sítio para convencer-me de que não é nada comigo. Mas esperar e ter de ouvir duas gajas a trocar experiências de infecções que correram mal ao ponto de serem operadas dá-me nos nervos.

Quando finalmente chegou a minha vez, entrei no consultório e a primeira coisa que fiz foi pedir para reforçarem a anestesia. E espero ansiosamente que inventem brocas silenciosas...

quinta-feira, 14 de março de 2013

Como é que eu sei que vou arder no fogo do Inferno?

"Deixa lá o Porto.. já viste o novo Papa? É da Argentina..", diz-me ela!
E respondo eu: "Já o estou a ver a acabar a bençao Urbi et Orbi com o famosissimo 'oh si cariño'... "

Não batam no ceguinho

Sim, as derrotas do FCP mexem comigo.
Sim, fico piurça com atitudes de superioridade.
Sim, o discurso do coitadinho tira-me do sério e
Sim, custa-me mesmo muito digerir esta derrota.

De maneiras que hoje não estou nos meus dias.
E pronto.. Vou só ali trocar o viagra do pintinho por pintarolas...

quarta-feira, 13 de março de 2013

Ei ó mano isso é do melhor!

Ou eu estou realmente a sucumbir ao peso da idade ou ando especialmente irritada ou, e para mim é mais isto mas sou suspeita, a linguagem que os putos usam hoje em dia é muito estranha.

Há expressões como "cenas", bué" ou "tipo" que eu tolero bem, ao ponto de usar o "tipo" como muleta variadissimas vezes. Mea culpa, mea culpa...
Agora há coisas que me fazem comichão, tais como:

. Ei ó mano / Ei ó belhote. Isto soa-me a "gunice", mesmo que ouça isto da boca de um betinho da Foz.
. Oube lá. Se está a falar é porque alguém o está a ouvir.. Digo eu vá.
. Que tótil mano. Em português por favor...
. Que estrondeira. O berro que me apetece dar quando ouço isto é que é um estrondo.

Frases do género
"ei ó mano tu ontem não apareceste belhote e foi do melhor, oube lá! Que estrondeira mesmo mano!" dão-me vontade de me atirar à VCI!

terça-feira, 12 de março de 2013

Na farmácia

Farmacêutico: Muito boa tarde minha menina. Bons olhos vejam esses seus olhos! É a Valettezinha do costume?
Eu (depois de cinco espirros, com as lágrimas a deslizarem pela cara): Não não.. era mesmo algo para a constipação!
Farmacêutico: Ora vamos lá tratar disso.
Passado uns minutos volta com duas caixas e explica-me como tomar a medicação.
Farmacêutico: É casada? Ou mora junta?
Eu (meia confusa): Não, nem uma coisa nem outra.
Farmacêutico: Isso é que não pode ser... Isso trata-se rapidamente com muita transpiração! Mas olhe, beba qualquer coisa muito quente antes de ir para a cama.
Eu: Pois, quem não tem cão, caça com gato!

segunda-feira, 11 de março de 2013

Quem anda à chuva molha-se!!

Pingo no nariz: Check!
Olhos lacrimejantes: Check!
Dores de cabeça: Check!
Ouvidos entupidos: Check!
Calafrios: Check!

Isto de apanhar chuva e de secar a roupa no corpo tem as suas consequências!
E como o tempo continua lindo que só ele, não me parece que vá ficar por aqui. Vou atacar a bicheza antes que as dores de garganta e a febre me cheguem. Não que eu não goste de ficar na cama e de suar, que gosto, gosto muito até, mas quando estou nas minhas plenas capacidades tem muito mais piada.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Diz que é Dia da Mulher

Não tenho gajo que me faça o jantar ou que me lave a louça ou que não me deixe fazer nada ou que me faça uma massagem ou que me lembre que eu sou linda e maravilhosa como já vi muitos por aí a dizer por esse facebook fora às suas respectivas mas... tenho bilhetes à borla para ir ver o meu FCP logo à noite, ganhos num passatempo da Caixa Woman.

Banco? Banco é Caixa looool

quinta-feira, 7 de março de 2013

Alguém na PSP passou ao lado de uma grande carreira

Já toda a gente ouviu falar na grande operação policial levada a cabo em alguns bairros do Porto. Umas quantas pessoas detidas, uns quanto quilos de droga, uns quantos telemóveis, uns quantos carros.. Enfim, um acontecimento que a PSP não deixou de anunciar aos quatro ventos. Não desfazendo das capacidades da polícia portuguesa, mas ver um ferrari ou um audi r8 quase todos os dias nem bairros sociais onde, dizem, que não há dinheiro nem para comer, não é preciso ser nenhum Sherlock Holmes para desconfiar que algo de muito ilícito tenha lugar por ali.

Mas o que eu acho brilhante é a forma como mostram à comunicação social o que foi aprendido.



Cada molhinho de notas estrategicamente colocado, os montes de dinheiro perfeitos, o painel com o logotipo da polícia.. Nada é deixado ao acaso! Alguém na PSP podia ser mundialmente conhecido no mundo da decoração ou das artes plásticas!

Aiiiiiii se eu apanho o S. Pedro

Devia ser proibido sair de casa com esta merda deste tempo. Da porta de casa até ao carro, não sou muito boa a avaliar distâncias mas 200m diria, molhei-me toda e empenei um guarda-chuva. "Tenho outro no carro" pensei de mim para mim. Do parque até ao metro, outra distância pequena, o segundo guarda-chuva, aquele que estava dentro do carro e que supostamente seria mais resistente, empenou também. Dentro do metro, tudo molhado. As pessoas não têm culpa claro, mas mesmo assim é muito chato e desconfortável.

Na estação do metro já no centro do Porto, espero pela minha colega. Ali, toda molhada e cheia de frio, a apanhar um vento do caralho, lá estava eu firme e hirta até que recebo uma sms "o meu marido leva-me ao escritório, não esperes por mim". Tinha dado jeito se já não estivesse à espera há quase 10 minutos. Ponho os pés ao caminho, 10 minutinhos a caminhar até ao escritório toda molhada e eis que começa a chover outra vez! O guarda-chuva empenado fode-se de vez e os carros passam tão próximos dos passeio que chapinham a puta da água das valetas toda.

Chego ao escritório a escorrer e a minha colega, sequíssima, diz-me para pensar positivo!
Ora fodasse! Onde está o lado positivo de poder torcer a roupa, ter de a secar no corpo e, muito provavelmente, passar por tudo novamente logo à noite quando sair daqui?

quarta-feira, 6 de março de 2013

Mulher de bigode...

Hora de almoço. Nos arredores do meu local de trabalho não há muito que ver e com esta merda deste tempo não dá para muita coisa. De maneiras que eu e a minha colega de trabalho fomos ver as novidades do Pingo Doce, que a vida está cara e temos de andar em cima dos preços baixos e dos descontos. E aquilo à hora de almoço tem sempre gente por isso com sorte ainda lavávamos as vistas.
Ora em vez de um moreno simpático, de sorriso aberto e de olhos expressivos que nos fizesse acreditar que valia a pena ir mais vezes ao Pingo Doce, a pessoa que nos atendeu na caixa era uma jovem na casa dos 20 com um bigode do tamanho do mundo. Podia ser pequeno e notar-se bem porque a rapariga até era branquinha, mas não. Estive largos minutos a olhar para o bigode da moça, sim porque aquilo chamava por mim como um turista no deserto chama por água, e o tamanho daqueles pêlos atingia dimensões, no mímino, estranhas. Iac!

Aflição

 Eu admito que preciso de uma mala suficientemente grande onde caiba a carteira, o telemóvel, as chaves de casa, as chaves do carro, o livro do momento, o pacotinho de lenços, a pequena pochetezinha com o glosse o rímel e o lápis, o pequeno bloquinho de notas e a caneta. É muita coisa? Claro que não. Apenas o básico!
Só há uma altura em que eu penso a sério em andar com menos coisas na mala: quando estou à procura da merda das chaves de casa à porta, aflitinha para ir fazer xixi e não há maneira de encontrar a merda das chaves. E procura de um lado, e aperta as pernas com muita força, e procura do outro e dá saltinhos para o xixi não sair... Um desespero! E piora quando as vizinhas, mais cuscas do que moscas varejeiras, se põem a apreciar o espectáculo.

Nota de mim para mim: arranjar uma daquelas fitas enormes para as chaves!

terça-feira, 5 de março de 2013

Conclave dos Segredos

Não sei se alguém da Igreja já viu isto. Eu só vi hoje, mea culpa mea culpa..
Mas ser provedor da RTP por estes dias não deve ser uma tarfa fácil. Mas isto está tão bem feito.. que Valha-me Deus looooool


Mixórdia

Ora pois que dizem que é suposto estar tudo vestido de branco no domingo para se participar na The Color Run. Já fui a não sei quantas lojas e encontrar umas calças brancas que não sejam transparentes é uma tarefa, afinal, impossível. E se isto continua assim, mando foder as calças brancas e vou com uns leggings do mais foleiro e mais colorido que há, que por acaso já comprei (do mais barato que havia) como "plano B".

E quando eu acho que estou a ficar maluquinha de todo, que já não consigo alinhar o Tico e o Teco aqui dentro desta cabeça, eis que leio isto:
"Um homem travestido de bispo tentou hoje entrar no recinto onde os cardeais realizaram a primeira reunião preparatória do conclave" (notícia aqui). Esta gente acorda de manhã e pensa "Eh pah hoje ao tenho nada que fazer.. Bora a Roma ver os bispos?" ?!? Afinal há quem esteja pior do que eu das ideias...

segunda-feira, 4 de março de 2013

Cantar o hino

"Oh tia, o que é o hino?" perguntou-me ela um bocado a medo. Estranhei a pergunta, mas lá lhe expliquei o que era. "Ensinas-me a cantar?", pediu ela. Não vi nenhuma razão para não o fazer, se a miúda quer ser patriota, pois que ao menos saiba a letra em condições e lá começamos a cantarolar as primeiras frases. Quando lhe perguntei porque queria saber isto tudo, a resposta dela foi muito simples "é para mostrar à mamã".

- Sabes tia, não canto mais!
- Não cantas? Porquê?
- A mamã disse que se eu não arrumasse os brinquedos todos que ia cantar o hino. E eu cantei aquele bocado que eu sei. E sabes o que ela fez, sabes? Pôs-me de castigo. Não canto mais!

Só depois é que percebi que "cantar o hino" para a minha irmã é "piar fino".