terça-feira, 18 de dezembro de 2012

A fragilidade da vida

A notícia da morte de um vizinho deixou-me completamente em choque. Nunca falei muito com ele, limitava-me ao "bom dia" e ao rápido "olá, tudo bem?" e cada um seguia a sua vida. Ele era bastante mais velho (na casa dos 40), e passavam-se semanas sem o ver, mas mesmo assim não consegui evitar as lágrimas quando soube da notícia. Não consigo perceber o que leva alguém a acabar com a própria vida, da mesma forma que não consigo deixar de pensar que ninguém se apercebeu de nada. Será que ele nunca falou com ninguém, será que ele pediu ajuda, ainda que forma silenciosa, e ninguém conseguiu perceber? A dada altura não sabia se chorava por ele ou por mim, por me sentir incomensuravelmente parva por andar preocupada com a falta de dinheiro e com as prendas de Natal quando ali, 5 casas abaixo da minha, alguém sofria e não viu outra saída a não ser o suicídio.

4 comentários:

  1. Nunca sabemos o que vai na cabeça dos outros. Nem sempre sabemos o que vai na nossa, quanto mais!

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  2. As pessoas são um poço de segredos. Nunca podemos achar que sabemos,que conhecemos tudo.

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