segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Das arrumações

No fim de semana dediquei-me a mim e às minhas coisas, ou seja, arrumei o meu armário. Aquilo já suplicava por misericórdia há algumas semanas e lá me decidi a acabar com o sofrimento. Música nas alturas, cadela a dormitar aos pés da cama e siga, mãos à obra. No momento em que encontro os ligueiros sexys que estavam tão bem escondidos que já nem me lembrava deles, eis que começa a dar a minha música do momento. Atiro com aquilo para cima da cadeira, pego nas patas da cadela e começamos a dançar. Eu canta como se não houvesse amanhã, ela abanava o rabito de contentamento, tadita, até que páro. Já não ouço nada, já não vejo nada, excepto a senhora minha mãe encostada à porta a olhar ora para os ligueiros ora para mim e para a cadela. "Acho que perdeste o juízo de vez", diz e volta a sair.

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